SAM – Software Asset Management


Um dos maiores desafios encontrado nas empresas hoje em dia é o de como administrar seus investimentos com tecnologia. Na área de Tecnologia da Informação (TI), boa parte das principais fontes de despesas é oriunda da aquisição de licenças de softwares. E uma gestão eficaz dos ativos relacionados a esses softwares pode reduzir ou, pelo menos, otimizar de maneira significativa os gastos. É nesse contexto que as empresas estão buscando ficar mais atentas hoje a processos e soluções que contribuam para um melhor controle sobre ativos nessa área. Esses processos, comumente chamados no mercado de “Software Asset Management” e reconhecidos simplesmente pela sigla SAM, preveem o gerenciamento, o controle e a proteção efetiva dos ativos de software de uma organização, em todos os estágios de seus ciclos de vida. A abordagem SAM já vinha sendo utilizada de maneira intensa por empresas de economias maduras, como Estados Unidos e Europa, e começa hoje a apresentar rápida adesão em mercados emergentes. Os objetivos desses processos de gestão são reduzir os custos de TI e limitar os riscos operacionais, financeiros e legais relacionados com a posse e o uso de ativos de software. A implementação de um projeto do gênero requer uma mudança de cultura na empresa. “O SAM ajuda as organizações a compreenderem todo o seu cenário de softwares – licenciados, implantados e em uso. Além disso, ele capacita a entender melhor o grau hierárquico de produtos de software a partir de uma perspectiva de gestão de fornecedores”

Uma iniciativa de SAM pode levar a empresa também a diminuir sua exposição ao uso de softwares ilegais e, de modo geral, proporcionar um retorno relevante sobre os ativos, além do aumento natural, o SAM é um processo contínuo e que, portanto, é necessário que as empresas mantenham seus planos de gerenciamento de softwares atualizados, por meio de frequentes verificações por amostragem, inventários programados regularmente e treinamento contínuo dos funcionários. “O SAM também ajuda organizações a captar precisamente os custos e benefícios associados com projetos de TI, o que permite uma vantagem competitiva. Entre as possíveis despesas desnecessárias com software está a falta de controle sobre o número de licenças em uso, o que, em alguns casos, resulta em uma nova contratação injustificável. Outro caso de despesa desnecessária com software é o fato de uma organização estar fazendo uso de licenças fraudulentas, sem conhecimento da alta diretoria. “A não implantação de SAM expõe asempresas a investimentos desnecessários e a riscos de irregularidades de uso das licenças”, observa Mendes, da Autodesk Brasil. Essa questão de uso irregular passou, inclusive, a se tornar um grande risco às empresas, principalmente à medida que os fornecedores de software começaram a intensificar a realização de auditorias em seus clientes para verificar se o número de licenças usadas está de acordo com o contratado. Somente em 2010, segundo pesquisa da Gartner, 61% das empresas relataram que foram alvo de auditoria de software de ao menos um de seus fornecedores. Empresas que possuem um processo SAM em curso tendem a saber a quantidade instalada dos mais variados softwares em uso na empresa e o total de licenças adquiridas, fato que minimiza a possibilidade de que sejam encontradas cópias ilegais e, consequentemente, evitando eventuais multas e penalizações por descumprimento ao End User License Agreement (EULA) no caso de auditorias. Gerenciar de forma eficiente o aparato de softwares da empresa também proporciona que organizações evitem questões jurídicas envolvendo o uso inadequado de produtos, como quebra de propriedade intelectual e direitos autorais. Uma das possíveis maneiras de violar os termos de uso de softwares determinados pelos fornecedores é por meio da virtualização. De acordo com Buchanan, quando uma empresa virtualiza um desktop e roda um software nele, permite o seu acesso a diversas máquinas diferentes. “Mas muitos softwares exigem que seja adquirida uma licença para cada máquina que tenha acesso a eles”, explica. O tempo necessário para a implantação de projetos de SAM varia de acordo com o tamanho da empresa, quantas localidades ela quer incluir no processo e como está a sua infraestrutura de TI. Porém, de acordo com Renata, da Microsoft, o retorno sobre o investimento em projetos desse tipo é praticamente imediato, ao passo que ele resulta em uma análise da maturidade do ambiente e dos processos de compras e indica as melhorias necessárias.

Fonte: Mundo Corporativo – Janeiro à Março 2012.

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