Walt Disney: o homem que transformou pequenos sonhos em um grande império


Ele não tinha certidão de nascimento, mas tinha sonhos tão grandes que revolucionaram não só a linguagem audiovisual, mas também a identidade do ser humano. Quem nunca viu uma maçã e disse, de brincadeira, que ela estava envenenada? Que mulher nunca sonhou com o príncipe encantado e o sapatinho de cristal? Quem nunca falou que o nariz ia crescer com uma mentira? Quem nunca comeu spaghetti com o (a) namorado (a) e foi chupando o fio até, finalmente, os lábios se encontrarem? Essas e outras atitudes são frutos dos sonhos de um homem chamado Walt Elias Disney. “Talvez” você o conheça como Walt Disney.

E o que tudo isso tem a ver com o seu negócio? Ele foi, sem dúvida alguma, um dos maiores empreendedores de sonhos que já existiu. Conheça um pouco mais da história deste grande nome do entretenimento mundial e inspire-se. Quem sabe suas aspirações não se tornam um império? Acha isso impossível? Para ele o impossível era não sonhar.

O menino Disney

A frase que abre este texto é verdade. Walt Disney nunca teve certidão de nascimento e foi exatamente por isso que sempre acreditou ser filho adotivo. Este fator contribuiu para que a relação com seu pai, Elias Disney, fosse complicada. Quando criança, o garoto vivia sobre constantes castigos impostos pelo pai. Pouco sabe-se sobre a mãe de Walt Disney. Nas maiores biografias sobre o empreendedor a mãe é uma figura desconhecida e talvez seja esta a razão da figura materna ser tão presente nas histórias contadas por ele. Antes de viver em prol da fantasia, Walt Disney morou na França durante um ano dirigindo a ambulância da Cruz Vermelha na época da Primeira Guerra Mundial. Quando retornou aos Estados Unidos, matriculou-se na Kansas City Arts School, uma renomada escola de artes onde foi iniciado na Ordem DeMolay, uma sociedade patrocinada pela Maçonaria e regrada por princípios próprios.

Depois de trabalhar em algumas agências de publicidade, Disney entrou para uma companhia cinematográfica, na qual ajudava a fazer os cartazes de propaganda dos filmes. Com o irmão Roy e um amigo, Ub Iwerks, criou uma pequena produtora chamada Laugh-O-Gram que trabalhava com animações de contos de fadas tradicionais. Essas animações eram exibidas no cinema local antes dos grandes filmes, como se fossem curtas-metragens nos trailers. A pequena empresa começou a vender suas animações para um estúdio grande chamado M. J. Wrinkler e não demorou muito para que Walt Disney fizesse as malas e fosse para Hollywood. Essa é só uma prova de que as pequenas empresas podem e devem valorizar e levar seus produtos ao conhecimento de grandes empresas. Isso não faz com que o pequeno negócio perca sua essência.

 
Laugh-O-Gram em sua primeira instalação física (acima) e o logotipo da produtora

Em Hollywood, Walt Disney começou a criar personagens como Alice, uma mulher que interagia com personagens animados e Oswald, o Coelho Sortudo. O patrão para quem Walt desenhou Alice e Oswald roubou-lhe os personagens, a equipe de desenhistas e as encomendas, porque as mesmas não foram assinadas em seu nome. Esta situação o aborreceu, mas não fez com que o rapaz desistisse. Com certeza seu negócio também já passou por um momento difícil, mas o criador de histórias viu nesta crise uma chance para recomeçar.

Círculos pretos e nasce o Mickey Mouse

Os empreendedores possuem muitas dificuldades e uma delas está ligada à concorrência. O projeto que consagraria Walt Disney no cenário cultural foi fruto exatamente de uma concorrência. Para competir com o sucesso do “Gato Félix”, a Laugh-O-Gram criou, em 1928, Mickey Mouse, desenhado a partir de uma série de círculos. Nessa época, a produtora passou a ser mais bem organizada: Roy cuidava da parte financeira, Walt produzia e dirigia, e Iwerks desenhava. Com a invenção do filme sonoro e posteriormente do filme colorido, a equipe da pequena produtora estudou o mercado e toda a tecnologia disponível para rodar filmes cada vez mais criativos.

De 1929 a 1939, Disney produziu uma série de desenhos chamada “Silly Symphonies” (Sinfonias Tolas), a primeira colorida. Mickey estrelava esses filmes ao lado dos novos personagens. O desenho “Flowers and Trees“, dessa série, recebeu o primeiro Oscar para um desenho animado. Infelizmente, Pot Powers, um dos maiores sócios de Disney, manipulou o valor dos bilhetes para enriquecer. A jovem empresa prosseguiu, um pouco empobrecida, mas rica em vontade de inovar. Walt Disney tinha então uma carta na manga.

O empreendedor pretendia fazer um longa-metragem da clássica história Branca de Neve. Houve protestos por parte da equipe, mas o filme foi feito. Após três anos de produção, desenho e músicas, o filme estreou. Branca de Neve e os Sete Anões gerou fundos necessários para a construção de um novo estúdio, tornou a empresa conhecida, encheu a infância de bilhões de pessoas de sonhos e emoções e, logo após isso, foram criados novos longas-metragens: Pinóquio, Fantasia e Bambi. Infelizmente, os tempos de lucro não duraram muito, devido ao início da Segunda Guerra Mundial em 1939.

Depois da guerra, Walt Disney estava com sua empresa arruinada e tinha duas opções: ou fazia um filme ou vendia a empresa. Adivinhem o que ele decidiu. Nasceu assim Cinderela. O filme foi um sucesso e gerou riqueza para que a empresa continuasse. Mas Walt Disney não trabalhou apenas com desenhos animados. Seu primeiro longa-metragem com atores foi A Ilha do Tesouro, em 1950.

A partir dai o cineasta não parou mais. Existem mais de 350 filmes rodados pelo estúdio Walt Disney World que deram vida a linhas de roupas, produtos de higiene pessoal, brinquedos, material escolar, computadores e produtos tecnológicos, artefatos de decoração, marcas de alimentação, livros, DVDs, CDs, emissora de televisão e muito mais.

Império de Sonhos

Disney obteve um de seus maiores êxitos em 1955 ao inaugurar a Disneylândia, um superparque de diversões situado em Anaheim, na Califórnia. Como sempre falamos aqui no Pensando Grande, saber vender sua ideia é princípio básico para o sucesso de um negócio e foi isso que o empreendedor fez: vendeu sua ideia para a ABC, uma das maiores redes de televisão dos Estados Unidos e tornou o sonho do parque temático realidade. O cineasta, porém, não viveu para ver as atrações da Disneyworld, como o Epcot, o Magic Kingdom, os estúdios MGM (atual “Hollywood Studios”) e o Disney Animal Kingdom, além dos parques aquáticos.

Walt Disney transformou-se numa lenda, tendo criado, com a ajuda da sua equipe, todo um universo de referências no imaginário infantil de sucessivas gerações. Além disso, Walt Disney é a pessoa que mais prêmios Oscar ganhou em todos os tempos.

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